Low-Code democratiza o desenvolvimento de aplicações e promove a transformação digital

    Nuno Teibão Silva
    Nuno Teibão Silva

    As empresas de todo o mundo estão a começar a acordar para um novo movimento. O status quo de como o CRM (Client Relashionship Management) e o BPM (Business Process Management) foram feitos durante décadas já não o conta neste mundo moderno e orientado para a tecnologia. Para que as empresas se mantenham, precisam de reformas. A transformação digital, uma das tendências mais faladas, é a forma mais fácil de as empresas inovarem, mudarem e crescerem.

    Com esta realização vem ainda mais questões, no entanto, as empresas precisam de aplicações e automação para se transformarem e precisam dela rapidamente, mas os departamentos de TI (Tecnologias da Informação) só conseguem desenvolver um número de aplicações dentro de um determinado prazo. Então, se uma empresa se quer transformar digitalmente e revolucionar a forma como faz os negócios, qual é a melhor maneira de o fazer?

    A melhor forma de as empresas experimentarem esta revolução e transformação pode não ser tão diferente da forma como outras instituições o fazem: Para os governos, isso exige que os cidadãos criem uma revolução. Para as empresas, isso requer cidadãos desenvolvedores.

    O que são Cidadãos Desenvolvedores?

    De acordo com a Gartner cidadãos desenvolvedores são profissionais não-TI que criam aplicações empresariais. Essencialmente, desenvolvem aplicações sem qualquer conhecimento formal de programação. Os colaboradores regulares, desde gestores de vendas a diretores de RH, podem tornar-se cidadãos desenvolvedores e criar as aplicações empresariais de que necessitam para automatizar o seu trabalho, desde que a sua empresa lhes dê as ferramentas certas para o fazer. Ao contrário de “shadow IT”, onde o desenvolvimento não profissional é feito sem o conhecimento de TI, os cidadãos desenvolvedores colaboram com o departamento de TI. Os cidadãos desenvolvedores precisam de formação de especialistas em TI para assumir a maioria do processo de desenvolvimento de aplicações, enquanto o departamento de TI continua a manter a infraestrutura global de TI do negócio.

    As empresas que capacitam cidadãos desenvolvedores conseguem colmatar a sua lacuna de entrega de TI, inovar e acelerar a sua transformação. A McKinsey descobriu que quando os colaboradores são capacitados pela tecnologia de self-service, a transformação digital é duas vezes mais provável de ser bem sucedida. Ao dotar cidadãos desenvolvedores das ferramentas de que necessitam para criar por is próprios as soluções, os recursos de TI sob pressão podem ser aliviados de grande parte do seu atraso de desenvolvimento e concentrar-se em outras tarefas importantes. Ao aumentar o número de pessoas capazes de desenvolver aplicações, as soluções podem ser criadas a um ritmo muito mais rápido; um ritmo que está mais em sintonia com o ritmo acelerado dos negócios modernos. Os cidadãos desenvolvedores podem, portanto, criar as aplicações de que necessitam para responder às necessidades de uma empresa. Esta rápida automação e inovação dentro de uma empresa é o fogo que alimenta a sua transformação digital.

    Capacitar cidadãos desenvolvedores com tecnologia de low-code

    A Gartner afirma os cidadãos desenvolvedores são fundamentais para a transformação digital. Sabendo de tudo isto, é seguro dizer que a maioria das empresas gostaria de capacitar os cidadãos desenvolvedores dentro da sua organização e permitir que qualquer um se torne um desenvolvedor. No entanto, os cidadãos desenvolvedores não podem levantar-se e inovar com os métodos tradicionais de desenvolvimento de software: a programação necessária para o fazer torna extremamente difícil para um não profissional de TI lidar. Em vez disso, as empresas que querem uma revolução cidadãos desenvolvedores implementam plataformas de low-code.

    As plataformas de low-code são plataformas de desenvolvimento que dependem de uma interface visual e fácil de usar com módulos pré-configurados e funcionalidades de arrastar e largar para a criação de aplicações. Estas funcionalidades requerem pouca ou nenhuma programação ao longo dos processos de desenvolvimento e não têm uma curva de aprendizagem íngreme, permitindo que os desenvolvedores não profissionais sejam capazes de fazer as soluções de negócio de que precisam sem envolver os profissionais de TI. As plataformas low-code não só são muito mais fáceis do que o desenvolvimento tradicional de aplicações, como também são mais rápidas. Até os profissionais de TI podem beneficiar dos módulos pré-configurados e reutilizáveis de low-code e usá-los para montar uma aplicação numa fração do tempo que leva a programar uma do zero.

    O low-code está a tornar-se cada vez mais popular para o desenvolvimento de aplicações empresariais. Tem sido um chavão desde 2014. As empresas precisam de mais aplicações do que nunca, e o seu departamento de TI já está a gastar 60% do seu tempo só a manter a tecnologia que já existe. Embora projetos maiores e mais complexos necessitem de alguma assistência em TI, naturalmente, faz sentido que seja melhor contornar totalmente as TI para a maioria do desenvolvimento de aplicações neste caso e optar para que os cidadãos desenvolvedores assumam o cargo. Não é difícil perceber porque é que o desenvolvimento de aplicações de low-code em particular é mais favorável para as empresas em comparação com o desenvolvimento tradicional de aplicações – se os cidadãos desenvolvedores são o combustível para o fogo da transformação digital, o low-code é a madeira que acolhe ambos. O low-code e os cidadãos desenvolvedores andam de mãos dadas. É praticamente impossível ter uma verdadeira revolução de cidadãos desenvolvedores sem os capacitar no low-code.

    Democratizar o seu desenvolvimento

    O mundo moderno tem falado e as empresas estão cada vez mais conscientes do facto de que precisam de se separar da sua tecnologia estabelecida e transformar-se. Libertar o desenvolvimento de aplicações dos limites do departamento de TI e democratizar o desenvolvimento em toda a empresa alimenta a transformação digital, e o low-code provou ser a melhor maneira de o fazer. Munidos de tecnologia de low-code, os cidadãos desenvolvedores podem levantar-se para transformar as empresas em que trabalham, criando as soluções de que precisam para automatizar o seu trabalho. A integração da tecnologia de low-code nas estratégias de CRM e BPM revoluciona a forma como as empresas criam, competem e mudam. Se quer que o seu negócio faça parte desta revolução de transformação digital, derrube a sua tecnologia desatualizada, implemente o low-code, capacite os seus cidadãos desenvolvedores, democratize o seu desenvolvimento e elimine as lacunas entre as aplicações.

    Descubra também aqui o que é o low-code.

    E veja aqui o exemplo de um projeto de low-code: A Plataforma de Planeamento e Mobilidade da Polícia Municipal Guimarães:

    https://www.youtube.com/watch?v=AJk67eXYvpk

    Pode também consultar aqui a versão original em inglês do artigo da Creatio.

    E experimentar gratuitamente aqui as soluções low-code da Creatio.

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